domingo, 14 de junho de 2009

O audiolivro: uma nova forma de leitura


O "Festival Silêncio" promovido pelo Goethe-Institut Portugal, acontecerá de 18 a 27 de junho de 2009, em Portugual.

Um dos debates desse evento será: "O audiolivro: uma nova forma de leitura". Com a presença de editores, jornalistas e escritores.

Questões super legais serão discutidas, por exemplo: Será o audiolivro um concorrente do livro em papel? Ou, pelo contrário, poderá complementá-lo?

Essa é uma das questões de defesa do nosso TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Defendemos o audiolivro como forma de apoio e incentivo à leitura, não como substituto do livro impresso. Ele pode ser um instrumento que ajude a amenizar os prejuízos causados pelo analfabetismo ou ainda, como auxílio para pessoas com limitações referente a leitura.


Maiores informações sobre esse evento:




The Audies 2009


A Associação Americana de editores de Audiolivros - APA (Audio Publishers Association) promove o “The Audies 2009”. Esse evento premia os audiolivros em várias categorias: melhor audiolivro do ano, melhor audiolivro para crianças, audiolivro juvenil, melhor produção, melhor intérprete masculino e feminino entre outros.

Um dos títulos premiados que já temos o audiolivro em português é “A lição final” da editora Plugme, narrado pelo ator Paulo Betti. Do título original: "The last lecture" de Randy Pausche e Jeffrey Zaslow narrado por:Erik Singer.

Confira os títulos premiados:

http://www.theaudies.com

A imagem inserida nesse post foi retirada do site:

http://www.libraryjournal.com/articles/images/LJ/20090217/AudiesPanel1A_03.jpg

domingo, 7 de junho de 2009

Filme "O Leitor": analfabetismo e o audiolivro


A história apresentada por Bernhard em seu livro trata o analfabetismo de um ponto de vista interessante para nosso trabalho:

Hanna é uma mulher de mais de trinta anos que se envolve com um garoto de quinze anos, chamado Michael. Durante um período, Michael lê histórias para ela em seus encontros amorosos, mas o relacionamento não dura muito.

Anos depois eles se reencontram em um tribunal, no qual Hanna está sendo acusada de um crime político. Durante o julgamento, Michael, então estudante de direito, intui que Hanna esconde algo. Em um momento crucial ela é acusada de ser autora de um relatório, algo que inicialmente é negado, mesmo assim, o juiz pede uma avaliação de sua caligrafia para poder conferir a autenticidade da letra. Então, a personagem assume a autoria desse documento de modo que não seja revelado seu segredo: Hanna é analfabeta. Michael fica profundamente perturbado, ao saber que o juiz a sentenciou com a prisão perpétua. Porém, ele chega a conclusão que se revelasse o analfabetismo dela poderia diminuir seus dias na prisão, contudo, expô-la, seria revelar ao mundo sua fragilidade. Hanna fez sua escolha: para ela seria melhor viver na prisão com dignidade ao ter que assumir sua condição. Vale acrescentar, que a protagonista tem uma personalidade muito forte e autoritária e muitas vezes insensível. O filme não apresenta claramente esse aspecto, ao contrário do livro que evidencia os pensamentos do garoto. Essa postura de Hanna é um forma de se impor toda vez que se sente inferiorizada ou prejudicada por não ser alfabetizada.

Outro aspecto interessante para nossa pesquisa no que diz respeito ao audiolivro é quando Michael, lembrando de sua adolescência quando lia para Hanna. Então, decide narrar histórias e grava-las em fitas para mandar para a prisioneira. Com o passar dos anos a personagem aprenderá através de livros emprestados da biblioteca da prisão assim como com o auxilio dos materiais gravados por Michael a ler. Através da leitura e do conhecimento adquirido pede a revisão de sua pena e consegue ser libertada.

A linha de pensamento do que se traça com essa história é muito próxima da idéia de nossa pesquisa. A intenção de oferecer o audiolivro como instrumento de mediação de leitura é como um elemento auxiliador no aprendizado: apresentar mais uma oportunidade para os que ainda são incapacitados de ler possam ter acesso à informação e quem sabe possam obter conhecimento através dos audiolivros.

Referência: SCHLINK, Bernhard. O leitor. Rio de janeiro: Record, 2009.

domingo, 31 de maio de 2009

Revista Quatro Rodas

É publicada na edição do mês de junho da revista Quatro rodas, matéria sobre audiolivros: Livros de bordo. Angela, membro do nosso grupo, foi entrevistada e fotografada junto com sua família para a revista. Participaram dessa reportagem: Deborahh França, Marco Giroto, Maria Cristina e a atriz Ana Maria Braga.
Segue trecho da reportagem:
"Hábito de família Se os audiolivros são uma opção para quem já gosta de ler, também são uma porta de entrada para quem nunca foi muito chegado aos livros. Funcionário público João José da Silva, 44 anos, admite ser preguiçoso para ler, mas é aficionado pelas obras gravadas, que escuta entre o caminha entre a casa e o trabalho, no centro de São Paulo. No início de maio ele escutava "As memórias do livro" e esperava chegar ao fim das 14 horas de gravação em menos de uma semana.
Esse novo hábito surgiu com estímulo caseiro. Foi sua mulher, Angela Maria Reis Silva, 33 anos, principal incentivo. Ela estuda biblioteconomia e seu trabalho de conclusão de curso vai abordar justamente os audiolivros. "a moda pegou em casa. Até minha enteado já foi para a escola ouvindo 'O mistério do caderninho preto', de Ruth Rocha", diz. Quando a família viaja junto o casal escolhe um título que agrade a todos - em uma recente viagem para Serra Negra, no interior de São Paulo, a companhia literária foi 'O caçador de pipas'."

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Ouça um trecho do audiolivro "Comer, rezar, amar"

Atráves da voz sutil de Raquel Marinho, viaje pela Itália, Índia e Indonésia, em uma história muito bem humorada vivida pela autora Elizabeth Gibert.
Imagine o relato de vivência de um ano da autora por esses países de uma forma divertida. Logo na introdução, ela nomeia os capítulos chamando-os de contas. E na 42ª conta, o simples relato de uma sessão de meditação se torna ainda mais divertido com a interpretação da narradora! Ouça um trecho:


domingo, 24 de maio de 2009

O sorteio...


Na sexta-feira seguinte a Semana de Exposição de Audiolivros, como forma de agradecer as pessoas que atenciosamente nos ouviram e se cadastraram conosco, sorteamos alguns itens.

Obrigada a todos os participantes e parabéns para os sorteados!


1º Lugar: Cesta (Camiseta, caneco, agenda e audiolivro 1808 autografado pelo autor
- Marli Fátima Santilone Vasconsellos

2º Lugar: Caderneta e audiolivro Dias Raros autografado pelo autor e pelos narradores
- Heloísa Baro
3º Lugar: Camiseta
- Cláudio Oliveira





quinta-feira, 21 de maio de 2009

Apresentação

Audiolivro: como instrumento de mediação de leitura

Somos estudantes de biblioteconomia no 7º semestre-matutino, nosso Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) defende a idéia da utilização dos audiolivros como instrumento de mediação de leitura. Através da prática de se ouvir um audiolivro podemos, talvez, despertar o desejo da leitura, como forma de incentivo a essa prática.

Outro aspecto que defendemos é o quanto o audiolivro pode ser democrático na disseminação da informação e como forma de adquirir conhecimento, podendo ser oferecido um mesmo título para uma pessoa de nível acadêmico, como para uma pessoa analfabeta, ou para pessoas com limitações referentes à saúde, entre outros.

Podemos oferecer os audiolivros também como forma de aproveitar o tempo durante viagens nos meios de transporte ou até mesmo durante tarefas simples do dia a dia como limpar a casa.

Exposição de Audiolivros na FESPSP


O grupo organizou uma exposição de vários títulos de livros em formato impresso e em formato audiolivro. Que aconteceu na semana de 4 a 9 de maio, No hall de entrada da Fundação.

O propósito desse evento foi divulgar um pouco a história do audiolivro relacionando com o tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que embora um pouco desconhecido para muitos, sempre se fez presente ao longo de décadas... Quem nunca ouviu uma história infantil em um fita cassete? Ou naquele discão de vinil?


Nessa semana foram cadastradas 369 pessoas que pararam e gentilmente ouviram um pouco do que tínhamos a dizer, entre elas 142 haviam respondido a 1ª etapa da pesquisa, questionário referente ao hábito de leitura. Futuramente pretendemos convidar algumas dessas pessoas para participar de uma nova etapa da pesquisa.

500 pessoas respondem ao questionário

Para levantar dados referentes ao hábito e frequência de leitura, preferências de assuntos e conhecimento da existência dos audiolivros, nosso grupo aplicou 500 questionários para pessoas de diversas faixas etárias. A primeira etapa da tabulação aconteceu na Biblioteca Central da FESPSP no dia 9 de abril DE 2009.




Nosso sucesso nessa etapa só foi possível graças a participação dessas pessoas.
Para você, que fez parte dessas 500 pessoas, aproveitamos para dar nosso:

MUITO OBRIGADA!

Lançamento do Audiolivro Dias Raros


A editora Livro Falante lançou no dia 07 de abril de 2009, o audiolivro Dias Raros, de João Anzanello Carrascoza.,na Livraria da Vila Lorena. Estavam presentes na noite de autógrafos além do autor os narradores do audiolivro. A narração desse audiolivro foi realizado pelo grupo Teatro da Travessia composto por Francisco Wagner, Lígia Borges, Paulo Arcuri e Roberta Stein que fizeram performances de algumas histórias do audiolivro Dias raros.
Para registrar esse evento, mais uma vez, lá estava nosso grupo, que foi muito bem recebido por todos, e foi nessa oportunidade que adquirimos o exemplar autografado para o sorteio na nossa Semana de Exposição de Audiolivros.

Alunas da FaBCI realizam trabalho sobre audiolivro

Esse foi o título de chamada de uma matéria sobre o nosso trabalho, que a FESPSP divulgou no dia 30 de março de 2009. Essa reportagem apresenta um pouco da questão do nosso Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Mais uma matéria: Revista da Folha

Nosso grupo participou de uma matéria sobre audiolivros na Revista da Folha do jornal Folha de São Paulo que foi as bancas no dia 22 de março de 2009.
TOCA MACHADO!

22/03/2009

por Ocimara Balmant

De "dom casmurro" a "quem mexeu no meu namorado", livros falados ganham simpatia do
paulistano no trânsito; cidade recebe primeira audiolivraria.

"Carolina já é cliente. Ela tem um interesse especial pelo assunto. Estudante do último ano de
biblioteconomia, a jovem
escolheu o audiolivro como tema de seu trabalho de conclusão de
curso. Junto com duas colegas, começou a pesquisar o assunto no mês passado. Segundo ela,
80% dos entrevistados não conheciam esse formato de livro.
Ainda sem conclusão, o estudo identificou dois perfis de consumidores de audiolivro: os que
não gostam de ler e os que não conseguiam tempo para ler todos os livros. Daí, o trânsito virou um 'aliado' para curtir um livro, nas palavras de Ângela Maria Silva, 33, outra pesquisadora."
Leia o texto na íntegra:

http://www1.folha.uol.com.br/revista/rf2203200907.htm